Está endividado? 6 dicas de controle financeiro para quitar suas dívidas

Perder o controle financeiro e ficar endividado é mais comum que você imagina. Se este é o seu caso, você não está sozinho.

O número de famílias endividadas no Brasil vem aumentando, sobretudo após a crise ocasionada pela pandemia do COVID-19. No mês de junho de 2020, uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) registrou que 67,1% das famílias brasileiras possuem dívidas ou contas em atraso.

Mas sair do vermelho pode ser simples, se você seguir alguns passos e encarar o problema com disciplina. Para te ajudar, trouxemos seis dicas para sair das dívidas e retomar seu controle financeiro. Vamos lá?

O que fazer quando se está endividado?

Para sair do vermelho é preciso ter organização e entender que não será da noite para o dia, mas que é possível reverter a situação e voltar a ter tranquilidade financeira. Com o passar do tempo, você poderá quitar suas dívidas e até manter uma estabilidade para poder conquistar seus sonhos.

Veja quais são os passos principais para sua educação financeira:

1.      Identifique suas dívidas e contas a pagar

Muitas pessoas que estão endividadas não conseguem detectar a fonte do problema. Elas têm consciência que o dinheiro não está sendo suficiente para pagar as contas no fim do mês, mas não compreendem o porquê.

Em geral, as maiores fontes de endividamento entre os brasileiros são:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Cheque pré-datado;
  • Financiamentos.

Essas formas de crédito são passíveis de geração de dívidas justamente por possuírem juros relativamente altos e proporcionarem a possibilidade de pagamento futuro ou a longo prazo, o que pode fazer com que você perca o controle das parcelas.

Desta maneira, consulte suas próximas faturas do cartão de crédito, liste os valores reais das parcelas de investimentos, financiamentos e corte os gastos desnecessários – como, por exemplo, recorrer ao cheque especial.

2.      Controle financeiro: como fazer um bom planejamento?

Agora que você já entende de onde vêm suas dívidas, é o momento de colocar tudo no papel. O endividamento nada mais é que gastar mais do que você ganha por mês, mas é preciso ter consciência dessas despesas, uma vez que você pode não estar considerando nesta conta total os valores de juros, parcelas, anuidades, multas e outros gastos “invisíveis”.

Para fazer um planejamento financeiro pessoal:

  1. Crie uma planilha de controle financeiro básica – pode ser à mão mesmo, no Excel ou em aplicativos de controle de gastos e outros.
  2. Coloque uma coluna de Renda (quando você ganha por mês, seja seu salário, pensões, aluguéis de imóveis próprios e outros); uma de Gastos Fixos (como aluguel, conta de celular e internet, plano de saúde, água); e outra de Gastos Variáveis.
  3. Agora preencha com seus ganhos e gastos reais do último mês, tomando como base seu extrato do banco, sua fatura de cartão de crédito e investimentos.
  4. Para cada item, coloque o valor mensal, o valor total ao final do pagamento e a taxa de juros.
  5. Crie o hábito de anotar seus gastos todos os meses.

Ter estas informações detalhadas fará com que você enxergue sua situação atual e possa priorizar seus gastos e projetar os próximos meses.

3.      Corte gastos dispensáveis

Se você está endividado, sua prioridade deve ser quitar as dívidas para viver com mais tranquilidade. Por isso, agora é o momento de cortar gastos desnecessários, supérfluos e que você pode voltar a ter depois que a situação estiver sob controle.

É o caso de atividades de lazer, cursos pagos, academia, aplicativos de transporte individual ou delivery, por exemplo.

Pequenos cortes nos gastos fixos também já fazem diferença, como economizar água e energia elétrica em casa.

4.      Renegocie suas dívidas

Agora que você já visualizou seu orçamento mensal e fez os ajustes necessários, é hora de partir para o pagamento e se livrar do endividamento.

A maior parte das instituições credoras permite fazer a renegociação das dívidas, com condições que sejam favoráveis para ambos os lados.

Pesquise o site oficial da instituição, como o banco ou órgão de proteção ao crédito (SPC e Serasa, por exemplo), e se informe se é possível fazer a renegociação online, diretamente da internet. Algumas páginas também permitem simular as novas condições.

Sempre avalie as circunstâncias da negociação de acordo com seu planejamento financeiro, para verificar a possibilidade de pagamento em dia. Caso contrário, a dívida pode piorar.

5.      Priorize as dívidas com taxas altas

Na hora de fazer o pagamento de dívidas, é importante focar primeiramente nas modalidades que oferecem taxas de juros maiores.

É o caso do cheque especial, que tem taxas de até 8% ao mês, o que equivale a 151,8% ao ano. Apesar deste limite ter sido fixado pelo Conselho Monetário Nacional no fim de 2019, já que no ano passado chegou a mais de 300% ao ano, as taxas continuam altas.

Consulte seu plano financeiro e crie um ranking com as contas com juros maiores. Quanto mais rápido você quitá-las, menor será o montante a longo prazo.

6.      Já pensou no empréstimo consignado?

Pode parecer incoerente fazer mais dívidas para pagar as que você já possui. Contudo, para sair do endividamento pode ser necessário substituir seus investimentos por taxas de juros mais baixas, que você, de fato, conseguirá pagar com o tempo.

O empréstimo consignado é uma modalidade que consiste em receber crédito da empresa que você trabalha e ser descontado diretamente na sua folha de pagamento.

Seu salário mensal será um pouco reduzido, mas você terá total controle sobre as parcelas pagas, o saldo remanescente do empréstimo que você tomou e não corre o risco de esquecer de pagar, já que o débito será automático.

A maior vantagem é contar com juros menores que outros empréstimos tradicionais – como o cheque especial. Suas parcelas serão reduzidas, tornando possível efetuar o pagamento total com o tempo. Em paralelo, você terá o crédito do empréstimo para quitar suas dívidas maiores.

Quer entender melhor sobre esta modalidade? Então, veja agora nosso conteúdo que mostra se vale a pena pegar empréstimo para pagar dívidas.

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